Esse fim de semana consegui ir ao Museu Paulista. O que acontece que ele está fechado a tanto tempo?
É um belo parque imperial com um belo palácio. Já estive lá dentro muitos anos atrás e ficasse com a impressão que apesar da imponência e do tamanho da fachada do palácio, por fora, não é tão grande assim por dentro. Não conheço a história deste prédio mas fico me perguntando agora porque a capital foi para o Palácio Imperial no Rio de Janeiro uma vez que a independência foi declarada em São Paulo. Nós que fomos beneficiados junto com Olinda, por Dom Pedro I, como as primeiras cidades brasileiras a terem escolas de direito.
Mas enfim, o prédio está lá. Que estratégia a população pode ter para "esquentar" o restabelecimento daquele lugar?
Pude observar que agora a USP está administrando aquele prédio. Foi o que entendi da bandeira azul da USP do lado dos mastros da bandeira do Brasil e do Estado de São Paulo.
O que a USP proporciona que está ao acesso da população e com aparente visitação ociosa?
Domingo passado (já passa da meia noite) fui ao Museu de Arte Contemporânea. O prédio não tem um letreiro externo MAC USP no canto superior externo, a direita. Aquilo pontuaria a identidade daquele prédio na cidade. Oras, quando era do DETRAN aquele prédio tinha letreiro visível.
As comunicações estão virando uma papelada. Antes as informações de boca-em-boca agora tenho a impressão que estão indo de mão em mão. Talvez falte um esquema de comunicação, um envelope aberto em dois lados onde o munícipe, o cidadão monte o seu recheio informacional. É difícil acompanhar a agenda cultural da cidade. Talvez falte alguns folhetos de uma só página, sem dobras, para pulverizar algumas informações. É que Correios está caro mas a rigor, a agenda é tão rica e tão específica que vale enviar uma carta para alguém com alguns folhetinhos.
Pude perceber isso no Centro de Formação Cultural em Cidade Tiradentes. Não basta formar uma agenda legal, uma parte dela sinto a necessidade da informação se desmembrar para de mão-em-mão as pessoas se responsabilizarem pela divulgação no bairro. E chamar a população para os atelies de literatura.
O problema, eu acho, é que frequentar um lugar com energias tão positivas e novas tem um potencial de transformação real que se estende as famílias. E ter seus membros frequentando um ambiente de esportes, de cultura, leva uma família a transformações que podem trazer diferentes níveis de insegurança, de inconscistência, de transformação moral a seus integrantes.
E insegurança virou expressão de desordem no País São Paulo SP.
O fato é que a segurança pública estando bem, ainda assim existem questões de insegurança que permeiam sim o ambiente psicológico familiar que podem trazer transformações desesperançosas, descontínuas. E ai, a visitação, a participação, a demanda dum lugar fica aquém do grande e belo projeto estabelecido.
Em especial, vejo as videotecas nas bibliotecas como fator determinante para expandir a cultura do País, por ser um chamativo importante, por ser um espaço de veiculação de informações nobres.
O problema é que a população não é estimulada a entrar em contato. Não vemos sessão Anotações em muitos livros e muitas editoras não estimulam os leitores a entrarem em contato, apesar dos contatos estarem ali. Escreva para o autor não existe em livro nenhum essa expressão, mas poucos livros estimulam isso.
O que vejo de positivo recentemente as editoras de CDs tem informado telefones e endereços para contato. Mas o que podia ajudar bastante é emitirem endereço de Caixa Postal. Os caminhos vitais estão ai, a gente tem que aproveitar. E se comunicar é se envolver nas questões de transformações sociais pelas bordas. Eu sofro por não ter conseguido no tempo oportuno ter me dedicado mais aos clubes aos quais tive acesso. Sou retraído, tímido, tenho meu tempo. E também não sou. O ambiente esportivo é diferente do cultural. Mas cada vez sinto mais não ter frequentado os espaços de formação artística, por melhor que tenha sido as referências e orientações em casa, numa família de artistas.
Por quê? Porque a sociedade tem um potencial de formação do cidadão que eu poderia ter aproveitado melhor. É que compromissos de distância incomodas em São Paulo, sobretudo quando os materiais de trabalho estão dentro de casa. Me tornei um pouco comodista.
Mas o assunto não é esse, vocês me desculpem.
O assunto é fazer uma estratégia e dada a complexidade institucional, só um pouco da fé me leva a crer que temos como reerguer o Museu Paulista no Palácio Ipiranga.
Não é fé religiosa, é fé social.
Antes, gostaria de registrar uma sugestão: o Museu Paulista virar o Museu da História Paulista. Isso permitiria uma itinerância de um museu que se tornou refém de seu acervo temático da independência do Brasil. Dado que é um espaço pequeno e de manutenção dispendiosa, aquele tem de se tornar um espaço de reflexão. Fazer uma exposição do governador e dos governos Adhemar de Barros, da presidência de Nilo Peçanha (ele foi paulista?), da história da indústria leiteira no estado, da Semana de 22, do estabelecimento do Hospital do Câncer de Barretos. E também dos períodos imperial e colonial. Exposição do estabelecimento do CEAGESP que fez 50 anos esse ano.
O MAC USP está muito, mas muito, mas muito legal. É gratuito, o Museu do Ipiranga era pago. Uma taxa pequena e ainda assim as pessoas reclamavam. Acho que o problema está em permitir uma cultura de agendamento, de visita monitorada. Sem isso, fica difícil pensar num ambiente social mas contributivo: com o tempo e com as instituições. Gratuito ou não. É aparentemente impagável o que vemos no MAC USP mas as instituições que as envolvem, a grande segurança que aquele prédio tem de receber exposições caras, o poder que as instituições que envolvem esse museu tem... vejo nosso capitalismo com dificuldade de abrir espaços para políticas de descontos no comércio, o que envolva discrição, fidelidade ou ainda segmentação de comunicação de descontos. E mesmo a verbalização de negociações por descontos. Pedidos. E também o estabelecimento de quantias não simbólicas, mas contributivas com fontes de pagamentos maiores.
O governo federal teve a felicidade de fazer o CBTU, Companhia Brasileira de Transportes Urbanos. Não consta o metrô de São Paulo e de Brasília mas é uma lista de cidades grandes com suas redes de transporte sobre trilhos urbanos, de pessoas. A informação não chega! A agenda do MAC USP não chega aos trabalhadores do CBTU. Que que tem a ver com o desenvolvimento dos negócios do CBTU com a visitação de seus funcionários ao MAC USP? Não vemos o turismo de São Paulo como uma opourtunidade de desenvolvimento para o País! NÃO VEMOS O TURISMO DE SÃO PAULO COMO UMA OPORTUNIDADE DE DESENVOLVIMENTO PARA O PAÍS! Vemos um resultado bom e ficamos quietinhos por vergonha do desenvolvimento que conquistamos. É do resultado rico que os pobres mais gostam! Porque trás ensinamentos próprios, de se fazer do próprio jeito algo. E acho que era essa a resposta de raciocínio que estava esperando. De que ações intitucionais indiretas levam a resultados indiretos. É óbvio de se criticar o metrô de SP estar fora do CBTU. Mas se há algo óbvio de se elogiar, que seja essa a via de união. Senão não dá!
A bem da verdade, um Museu que conta com um acervo de 10 mil obras-de-arte, é administrável e pagável um museu com potencial de 15 belas e estimulantes exposições simultâneas (duas por andar mais térreo). Mas o capitalismo tem de ir atrás! Falta um café lá, um café bonitinho igual o do CCBB de São Paulo. Cadê a concessão do mezanino do MAC USP? Se há espaço de poder difíceis de controlar, que sejam criados mesmo assim. E rápido por favor! Poder a gente não controla as vezes, se coloca ele na extensão da paz e acelera.
Minha estratégia é a seguinte para recuperar logo o Museu Paulista:
Suspeito que naquela grande quadra aconteça um problema. Quem vai no parque é uma população local que não representa os descontentes municipais todos com a lentidão daquela reforma. Quem sabe que está fechado e não mora por lá, nem vai lá. Segunda questão: a extensão do metrô criou oportunidades de baldeação que desconfiguraram um pouco a facilidade de se chegar lá de ônibus. É mais rápido ir ao centro de Santos que ao museu do Ipiranga em tempo, e daí? É a cidade que vivemos. Isso puxa a necessidade de uma curadoria forte e relevante para formação moral da cidade. O que fechou aquele museu foi sim a superficialidade do memorial matérico do momento da proclamação da independência do País. Havia nenhuma co-relação clara ao início do hino nacional. Nós, paulistas, que temos o único hino estadual do planeta sem melodia sonora. Com um governador aprovadíssimo nas urnas era de se esperar um edital para um hino paulista novo ou antes, o que seria mais razoável, uma melodia sonora para nosso hino. O governador as vezes fica apavorado com a aprovação que tem e não leva adiante medidas ousadas e necessárias. Nosso hino acaba com um ode aos arranha-céus e data do ano de 1974. Essa crueza é um desistímulo a projeção de prédios altos belos como o Edifício Martineli em melhores usos das tecnologias estrangeiras chamadas por lá de detalhando o aço. Em seus caixilhos e esquadrias.
Na super quadra do museu do Ipiranga (em São Vicente é pior, o Museu Martin Afonso de Sousa é uma escavação de um muro, o primeiro do País, do lado de uma sala de memorial. E daí que é pior? É o que tem de precioso no centro da cidade e gosto deles por essa garra!) - o Museu do Ipiranga guarda, atrás do Palácio, a viela do grito do Ipiranga, com uma casinha bonitinha de pau-a-pique do lado que esqueci o que é essa casinha - nessa super quadra que inclui um pequeno bosque portanto (do lado de um belíssimo e amplo jardim imperial, é bom se saber!) - nessa super quadra há o Museu de Zoologia. Um claro desnível de conduta museológica e curatorial em relação aos museus artísticos, portanto, também administrado pela USP. E não é porque há desnivel que há inferioridades aparentes. não, são duas escolas diferentes. O museu funcional e o museu estético enquanto escolas. Enquanto predominâncias. E a concorrência toda de faculdades. Associadas as inerências da vida.
Eu não queria estudar em universidade (quando há mais de 8 tipos de graduação chamam universidade), de modo que quando pensei em fazer Comunicação Social, não busquei o Mackenzie, perto de casa. As instituições não poderiam ser muito fechadas. É difícil entrar no Mackenzie. A ESPM quando eu estudava lá colocaram catracas. A USP, tem museus. Oras, aproveitemos então os museus da USP.
É levar energia. Se eu fosse baiano eu diria, é levar positividade. Levei umas duas horas para chegar no Museu Paulista. Errei o caminho, confundi estação Alto do Ipiranga com estação Ipiranga. Dia de feriado o ônibus que me levaria até lá sem metrô atrasou 50 minutos. Quando desisti de esperar o ônibus e andar 20 minutos até a estação República vi o meu ônibus passar por trás da praça da República. Uma bagunça. O que se sofre com os ônibus! 50 minutos num ponto de ônibus e não há como se reclamar. Os vácuos de elaboração textual vão entrando na observação dos servidores e os maus-atendimentos vão surgindo. É ligar pra 156 e ter a coragem de fazer uma reclamação sem saber se dia de feriado a linha passa em dia de feriado. Simplesmente tiraram os adesivos de linhas disponíveis dos pontos. Li uma matéria de uma proposta que a SPTrans recebeu da prefeitura de desativar diversas linhas (não imprimi a matéria, não enviei para ninguém, não reclamei da matéria não especificar as 200 linhas que sairiam de operação); os caras apertaram o freio! Estamos sem esses adesivos nos pontos de ônibus a mais de 6 meses. E esses adesivos informam que linhas funcionam em feriados. Não dá nem para meter a colher e dizer: deixa do jeito que está. E na hora H falta energia: ligar para 156 e pedir os tais adesivos de volta, para não melindrar com ninguém.
O óbvio nos escapa dado tanto entendimento da realidade. Pô! Quero os adesivos de volta!
Se isso incide uma decisão, é outra questão. A população que me cabe se esqueceu de reclamar o que lhe convém. E essa informação sumiu do campo de atenção própria enquanto caminho para uma solução de ir e vir melhor. Lá eu 50 minutos esperando um busão na avenida São João estando há anos querendo ir no Museu do Ipiranga mesmo ele fechado. Resultado: não fui no museu de Zoologia. Que já estava fechado quando descobri a sua importância de existir. Era 16:55 hs a portaria fecha as 16:30 e o museu as 17h00.
Segui adiante, com a intenção de ir ao Clube Ciplastina onde estive numa convenzão zonal do PTB há cerca de duas semanas, 10 dias atrás. De dia, pude perceber que um posto de saúde, um guardador de carros me informou, um posto de saúde virou um hospital de atendimentos e cirurgias pequenas que o governo municipal atual fez e chamou de Hospital Dia.
As pessoas vão no Santuário Santa Paulina, a primeira santa brasileira, lá do lado, e depois vão embora. Vão no Museu de Zoologia e depois vão embora. Vão no Parque do Ipiranga e depois vão embora. Vão no Hospital Dia e depois vão embora. Ou não vão em outros museus da USP. Dai encralaca lá. Mais as reclamações e seus desgostos. Mais o desconhecimento sobre o acervo do museu. Mais os descaprichos com a memória que nossa produção cultural mais objetiva e funcional tem; enquanto produção de literatura e audiovisual documental de governos do passado. Somado-se a isso os lugares-comuns de críticas do passado político administrativo. O futuro político ninguém elogia!? E também só se critica o presente e o passado. Aonde vamos chegar assim?
Um coisa são as forças de investigação serem bem-sucedidas. Outra é perdermos as genuínas predisposições ao elogio. Merecidamente ou não, deixamos de elogiar... por estratégia?
Não dá para aceitar ser mal-humorado por omissão de felicidade franca com alguns resultados.
E também não se pode contabilizar essas, por resultados prontos para estabilização.
As vezes simplesmente as coisas podem melhorar. E não nos devemos nos pautar pela manutenção apenas. Mas por melhorar. E melhorar. E melhorar.
E se as melhorias demandam pouca exigência, melhor ainda!
Estou falando de melhorar os semáforos de pedestres e as árvores da cidade.
Oras, nossos elevadores são numerados pela prefeitura. Postes de semáforos de pedestres e árvores também, não?
Qual o problema de criar pontos-referencias certos numa cidade onde logradouros de avenidas importantíssimas perdem espaço para endereçamento de praças minúsculas e desconhecidas?
Acorda São Paulo! Mas por favor, acorda sossegado, paulistanos e moradores de São Paulo, queridos.
As marcas tem poder de potencial de veiculação energética. Fiquei felicíssimo que a TV Globo voltou a ter uma loja. É algo que sai das telas e enquanto marca, chega até nós. Temos de aprender a ficar quietos e curtir que tenha gente que curta ter caneca de chá da Globo em casa. O mesmo para USP. É inadmissível uma empresa dessa relevância que não entra no mercado fonográfico. De áudio-livro das teses que seja. Que não aproveite mais das belas fontes que nossa indústria tem para ampliar nossa mente com a questão toda: Universidade de São Paulo. Igual fachado de banco chique norte-americano. Minimalismo de banco brasileiro é estratégia, para nem se pensar em outro. Fachada de museu de univerdade não precisava ser tão pura quanto a fachado do MAC. Que já pude perceber... está faltando uma lojinha de livros e papelaria, como a Pinacoteca. Acorda USP, ganhamos um grande museu! Mas grande mesmo! O MAC USP é padrão exportação para nossos estados e capitais de pátria. Falta, na minha opinião, uma prevalência a fotografia e ao audio-visual.
Talvez falte liberdade de direitos autorias para artistas fazerem edições de trechos de filmes que gostam e apresentarem como memorial poético. E dai aceitar-se que numa sala do MAC USP tenha gente assistindo vídeos de 10 minutos dos trechos de filmes favoritos do Samsor Flexor, Gilberto Salvador e se estivesse vivo acredito que até José Pancetti saberia pensar sobre o assunto.
O fato é que a foto mudou o mundo recente. E o vídeo é extensão mais lógica, e profunda disso.
Por quê? Porque quase que de repente a formação das ilusões pôde ser flagrada, registrada. E quanta satisfação isso trouxe e, quem sabe, quanta interrupção de milagres. Se não podia olhar par ao vento para Pedro não afundar na água, quanta mais desatenção para transformar água em vinho. Legal é flagrar eclipse solar.
E o cinema tem essa função: nos fazer acreditar que alguns impossíveis estágios da fé são sim possível, incrédulo, ou não, eu esteja nesse momento!
E o quanto os romances podiam ser melhores no cinema... aprofundar a identidade de mais personagens que os principais... boa noite.
Ah, a estratégia seria: ir passear no parque de vez em quando e depois procurar um teto, seja do museu de Zoologia, seja da recepção do Hospital ou do Santuário. Ou, mesmo, dos restaurantes por perto. Porque o parque mais bonito da cidade tem tão poucos restaurantes por perto? É atravessar a cidade para ir lá almoçar. O lugar é muito bonito. Se o chafariz está em reforma, disfarça. Elogia o jardim para patroa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário