Ano passado comecei a conviver com a Câmara Municipal. E quantas gratas surpresas! Aliás, desde 2014 acompanho a Câmara. Que aprovou o PDE, Plano de Desenvolvimento Estratégico. Que vai de 2014 até 2029.
Pelo PDE as construções aprovadas até a época concluiriam-se em 2016. Neste ano portanto, está planejado o início de um novo padrão de construção civil para São Paulo.
Semana passada a Câmara aprovou o novo Código de Obras. Uma das novidades é a não necessidade de informar a prefeitura para obras internas que não alterem a área.
Ai vem os juros. Ai vem o comércio.
Ai vem o mercado. É um forte indício de valorização dum imóvel o quanto ele esteja bem por dentro e por fora. E não vemos projetos muito ousados fora dos bairros ricos.
Acho que estamos com um problema. O PDE autoriza prédios com mais de 8 andares apenas em avenidas. Isso pode levar a uma corrida aos corredores urbanos, de se verticalizar as avenidas. Acho que estamos dependendo de um bom-senso em relação ao crédito, a corretagem para decoração e arquitetura de interiores. Permitir-mo-nos sermos frugais para dentro, não para os lados ou para o alto. Aquecer o mercado de móveis, de obras pequenas.
Eu não tenho como arcar com uma despesa maior, mas ficaria felicissimo de ir ao Banco do Povo e financiar uma porta para o box do banheiro por R$ 700,00 parcelado em 24x. Esses juros estratosféricos desestabilizam boa parte da economia que não funciona por salários. Onde o lucro é parte e não o objetivo final do negócio, como pregam.
Qual o problema de ter R$ 8.000,00 no cartão de crédito, vamos supor, com juros de 10% ao ano? Se a pessoa não paga a parcela, fica com o nome sujo. Ai, vão se estabelecendo os procedimentos, os avanços de crédito as pessoas. As opções de prazos. Dinheiro virtual não é coisa da internet, é coisa do dinheiro de plástico. Atualmente estão baixas nossas oportunidades de receber em crédito o que outra pessoa ganhou no presente. Ainda que seja para cobrir uma dívida, e ajudar outra pessoa no presente. Que talvez também esteja em dívida, ou não. Ai, surgem os créditos com entrada, mais volumosos.
Bem reformados, prédios antigos são tão bons quanto os atuais. Temos muitos espaço para trabalhar.
O problema é permitir-se o interesse de interessar-se pelo alheio, enquanto respeito. Projetos de exposições de projetos arquitetônicos antigos. Ainda que seja só para descontrair, projetos da cidade de Bruggen, por exemplo, ou castelos franceses. Nada! Nada chega aqui. E nossas coberturas sem jardins, fechadas. Nossos custos sempre recusando prédios baixos e populares com elevadores.
Não podemos nos ausentar do luxo. E viver numa cidade baixa com os prédios interligados, potencialmente, entre si, talvez seja um luxo. A visinhança pode ser bem-vinda. Esse foco, essa exclusividade na privacidade… A gradualidade desses sentimentos, desses sentidos… poderia nos levar a lugares mais interessantes.
São Paulo está melhorando. As lojas de bolo foram acompanhadas das novas lojas de cortinas e persianas. Mas as soluções de crédito tem de acompanhar. Se somos meio gostantes de cavernas urbanas, que sejam as melhores cavernas que tem. A questão é que arquitetura de interiores as opções são mais amplas em termos estéticos: de estilosos apartamentos da década de 1970s até estilo rurais.
Tem questões que não são de época, como papel de parede. Nem afetadas, como ter moral. Nosso stress característico, que tem melhorado, talvez seja uma grande dificuldade de elevar o moral. Jesus diz: aquele que se humilha será elevado, e aquele que se eleva será humilhado. Vejo uma grande necessidade de refletirmos sobre isso, para vivermos uma boa época. Talvez uma humilhação adequada seja de vez em quando se interessar pelo que não se gosta. Como ir a uma Ópera de vez em quando, se se gosta de MPB. O que é desagradável a nós não é agradável só as outras pessoas, mas algumas vezes a Deus também. E o que nos é agradável não é desagradável só as outras pessoas, mas algumas vezes também a Deus. Encontremos na arte, no estilo, na cultura caminhos sãos para entender o que nos aproxima de Deus e o que nos leva não só a um amor maior as coisas, mas a uma época mais saudável e pacífica em termos amplos.
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